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O Espaço Atlântida vai funcionar num edifício municipal conhecido como Palacete dos Marqueses de Pombal. De fachada neoclássica, o Palacete integra um importante conjunto azulejar do século XVIII e pinturas a fresco.

Mandado construir nos primeiros anos do século XIX pelo comerciante e armador José António Pereira, o Palacete faz parte de um vasto conjunto de construções, constituído por habitação, doca e tercenas, que ocupa todo o declive entre a Rua das Janelas Verdes e a atual Avenida 24 de Julho.

Em meados do século XIX, o conjunto foi vendido ao comerciante Joaquim José Fernandes. A filha do novo proprietário casará com o 6.º Marquês de Pombal e é na sequência desse casamento que o palacete e os armazéns passam a integrar o património da Casa Pombal, o que está na origem da sua designação atual de Palacete dos Marqueses de Pombal.

Ao longo do século XX, o palacete foi tendo diversas funções e, nos anos 80, foi lá instalado o Instituto de Conservação e Restauro / Laboratório José de Figueiredo; em 2020, o Palacete é afeto à EGEAC, para aí instalar a Biblioteca e Centro de Estudos da História da Leitura.

 

De fachada neoclássica e construído sobre edificações pré-existentes, o Palacete dos Marqueses de Pombal integra um importante conjunto azulejar do século XVIII (representando figuras de corte, alegorias e elementos fitomórficos), bem como pinturas a fresco, murais e de cobertura com motivos campestres e alegorias dos diferentes continentes que importa conservar.

O espaço abrirá ao público após obras de reabilitação e adaptação. Sem proceder a alterações significativas, pretende-se criar uma boa circulações e hierarquização dos espaços, restaurando-se e valorizando-se os elementos decorativos e mantendo-se, genericamente, os elementos construtivos estruturantes.

O plano funcional da intervenção tem em conta os objetivos do Espaço Atlântida e as áreas fundamentais para o seu cumprimento: salas de leitura e depósito, espaços de investigação, zona de eventos e conferências, e áreas de trabalho para a equipa. Na fachada sul do edifício existe um pequeno jardim, pensado como zona de lazer, que disponibilizará loja e cafetaria aberta ao público.